Site para corretora de seguros: como uma página fala com empresas, corretores e pessoa física

Categoria Design
Leitura 7 min
Autor Figueiredo Neto
Data Março de 2026
Site para corretora de seguros da InCompany no navegador e no celular, com os temas Seguros Empresariais e Programas de Afinidade do carrossel da primeira dobra

Um bloco próprio para cada público, na ordem em que cada um decide, e um caminho separado para quem já é cliente: é assim que um site para corretora de seguros atende empresas, corretores parceiros e pessoa física ao mesmo tempo. É essa a anatomia do site da InCompany Soluções Integradas, corretora de benefícios corporativos, seguros e programas de afinidade com sede em Santos, que abro aqui seção por seção.

Imagine o diretor de RH de uma empresa grande no meio de uma cotação de benefícios. Ele tem propostas abertas, uma reunião de comitê marcada e pouco tempo para entender se aquela corretora dá conta. Abre o site. Se a primeira tela fala de seguro de automóvel, ele fecha. Não porque a corretora não atende empresas, mas porque o site não mostrou isso a tempo.

Agora imagine, no mesmo dia, um corretor procurando parceiro para oferecer programas de afinidade aos clientes dele, e uma pessoa física atrás de um seguro residencial. Os três chegam ao mesmo endereço, e cada um precisa achar a própria parte em segundos.

O desafio do site para corretora de seguros: quatro públicos

A InCompany Soluções Integradas fala com quatro públicos ao mesmo tempo:

  • grandes empresas, associações e sindicatos, que contratam benefícios corporativos e gestão de riscos;
  • corretores parceiros, que buscam apoio para desenvolver programas de afinidade para os próprios clientes;
  • pessoa física, interessada em produtos individuais;
  • quem já usa ou administra os benefícios, e só precisa acessar o que já contratou.

A tentação num caso assim é criar um menu enorme e deixar cada visitante se virar. Preferi outro caminho: uma página longa, organizada em blocos, na ordem do posicionamento da corretora. A InCompany se apresenta como parceira de grandes empresas, associações e sindicatos, então esse público encontra a própria parte primeiro. Quem já é cliente encontra a saída logo no topo, com Área do Cliente e Área do Gestor no menu.

É o raciocínio que aplico em todo site institucional para empresa com vários públicos: uma porta de entrada comum e caminhos que se separam cedo.

Primeira dobra em carrossel, um tema por vez

Carrossel na primeira dobra tem má fama, e na maioria dos casos com razão. Ele costuma servir para acomodar mensagens que ninguém teve coragem de cortar.

Aqui ele tem outra função. A InCompany tem três linhas de negócio, e cada slide apresenta uma delas:

  1. Benefícios Corporativos, com saúde, vida, odonto e assistência funeral reunidos num só lugar;
  2. Seguros Empresariais, com proteção e gestão de riscos para grandes empresas;
  3. Programas de Afinidade, com soluções whitelabel para a base de clientes de outras empresas.

Um tema por vez, cada um com título, texto curto e botão. Em poucos segundos o visitante entende que a corretora não é só de benefícios nem só de seguros. E o indicador de posição deixa claro quantos temas existem, para ninguém achar que perdeu alguma coisa.

Logo abaixo, uma faixa de destaques mostra o que o site exibe sobre a trajetória da InCompany: vidas atendidas, anos de mercado, atendimento 24 horas, aplicativo próprio e sede própria em Santos. São informações da própria corretora, colocadas cedo para responder à primeira dúvida de qualquer comprador corporativo: essa empresa tem estrutura? Para uma corretora da Baixada Santista que se apresenta como parceira de grandes empresas, a sede própria já é parte dessa resposta. A página sobre sites de empresas da Baixada Santista traz este projeto e o contexto da região.

Benefícios, afinidade e seguros empresariais em blocos separados

Cada linha de negócio ganhou um bloco inteiro, com fundo, título e lógica próprios. Isso evita um problema clássico de corretora: misturar plano de saúde com responsabilidade civil na mesma grade, como se fossem a mesma conversa.

Benefícios Corporativos abre com uma grade de seis produtos: Programas de Saúde, Seguro de Vida, Saúde, Assistência Funeral 24h, Telemedicina 24h e Odontológico. Em seguida vem o bloco Dr.Benefício InCompany, com os serviços que acompanham o benefício: sistema de gestão, aplicativo, cartão do usuário, comunicação, SAC e ações e campanhas.

Esse segundo bloco pesa muito para o RH. Quem contrata benefício não compra só o contrato. Compra também o trabalho de explicar o benefício aos colaboradores, movimentar vidas e atender dúvidas. Mostrar aplicativo, cartão e comunicação responde a isso antes da reunião.

Programas de Afinidade fala com outro tipo de empresa, a que quer oferecer benefícios à própria base de clientes com a marca dela. O bloco usa um banner rotativo com as vantagens e a lista de soluções whitelabel.

Seguros Empresariais tem tom mais técnico, porque o comprador é outro. São quatro frentes, cada uma com uma linha de explicação: riscos patrimoniais, responsabilidade civil, riscos financeiros e cyber risk. Quem cuida de risco numa grande empresa reconhece os termos sem precisar de tradução.

Metodologia em cinco etapas para quem decide em comitê

Benefício corporativo e seguro empresarial raramente são decididos por uma pessoa só. Passam por RH, financeiro, jurídico e, às vezes, pela diretoria inteira. Quem apresenta a corretora internamente precisa explicar como ela trabalha.

A seção de metodologia existe para essa pessoa. Ela mostra o processo em cinco etapas, numa linha do tempo que avança sozinha e também pode ser navegada por clique:

  1. Mapeamento. Entendimento das necessidades e do cenário atual do cliente.
  2. Coleta. Dados e documentos para compor o estudo técnico.
  3. Estruturação. Colocação dos riscos e benefícios no mercado e negociação com as seguradoras.
  4. Implantação. Ativação da solução, com treinamento e materiais de comunicação.
  5. Pós-venda. Gestão contínua, com acompanhamento de sinistros e renovações.

Quem decide em comitê precisa de um argumento para levar para a sala. A metodologia entrega esse argumento pronto.

A última etapa também comunica. Ao terminar em pós-venda, a linha do tempo responde a uma dúvida clássica do comprador corporativo: essa corretora continua por perto depois da assinatura?

Canal do corretor e pessoa física depois da metodologia

Depois que o público corporativo tem o que precisa, a página abre espaço para os outros dois.

O Canal do Corretor é uma seção curta, com convite e formulário: nome, empresa ou corretora, e-mail, telefone e mensagem. O corretor que chega ali quer parceria em programas de afinidade e não precisa atravessar a página de benefícios para saber se a InCompany trabalha com parceiros. Como a seção tem endereço próprio dentro da página, o time comercial pode mandar o link direto para ela.

Os produtos para pessoa física vêm em seguida: consórcio, seguro de vida resgatável, cartão Dr.Benefício, seguro residencial e seguro de automóvel. Aqui a lógica muda. Quem procura seguro residencial não quer reunião, quer contratar. Por isso cada produto tem um botão que leva direto a um canal externo de contratação.

Colocar pessoa física depois do corporativo não diminui esse público. Só acompanha o posicionamento da corretora, sem esconder quem compra sozinho.

Separar caminhos por perfil de visitante funciona em setores bem diferentes, como no site com um caminho para clientes e outro para motoristas. E se o seu produto principal é consórcio, os cuidados de comunicação são outros, como mostro no artigo sobre o site de consórcio com uma página por administradora.

Depoimentos com nome, cargo e empresa

Em seguro e benefício, o comprador confia uma parte sensível da empresa a um terceiro. Depoimento sem identificação não sustenta essa confiança.

A seção de depoimentos da InCompany mostra, em carrossel, falas de CEOs, diretores e sócios de empresas clientes e parceiras. Cada fala traz nome, cargo e empresa logo abaixo do texto. Algumas mencionam parcerias longas, o que diz mais sobre a corretora do que qualquer frase institucional.

Logo depois vem uma faixa com os logos das seguradoras parceiras. As duas provas trabalham juntas: os depoimentos mostram relacionamento, os logos mostram acesso ao mercado.

Para um diretor de RH, saber que quem fala é o CEO ou o diretor de outra empresa pesa tanto quanto o próprio texto. O cargo transforma um elogio em referência de mercado.

Área do Cliente e Área do Gestor: o site depois da venda

Muito site de corretora termina no formulário de contato. O da InCompany continua depois da venda.

São duas páginas separadas, cada uma com um público:

  • Área do Cliente, para o usuário acessar os próprios benefícios e serviços;
  • Área do Gestor, para quem administra os benefícios da empresa, com acesso ao sistema de movimentação de vidas, relatórios e suporte técnico.

As duas aparecem no menu desde a primeira tela e voltam no fechamento da home, ao lado do contato por WhatsApp. Separar cliente de gestor evita uma confusão comum. O colaborador que só quer ver o próprio benefício não passa por uma tela pensada para o RH, e o RH não precisa procurar a entrada dele no meio de conteúdo para usuário final.

Esse caminho pós-venda também ajuda a vender. Quando um diretor de RH avalia a corretora e vê uma área própria para gestores, entende que a rotina depois do contrato já está prevista.

O site de uma corretora não acaba na assinatura. Quem já é cliente continua voltando a ele.

Antes de pensar em layout, faça um teste com o site da sua corretora: cronometre quanto tempo o diretor de RH, o corretor parceiro, a pessoa física e o gestor que só quer entrar no sistema levam para achar a própria parte.

Depois me conta qual deles demorou mais. É por esse público que eu começaria a reorganizar a página.

Figueiredo Neto
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